Serviços Intensivos em Conhecimento e Serviços Tradicionais: Um Panorama Intersetorial de Micro e Pequenas Empresas

Daniel Sobreira, Luís Carlos Padrão

Resumo


Objetivo: Verificar se a longevidade das Micro e Pequenas Empresas (MPEs) de Serviços Intensivos em Conhecimento (SICs) é diferente das MPEs de Setores Tradicionais de Serviço (STSs).

Metodologia/abordagem: Foram realizadas análises quantitativas de dados secundários, coletados na Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (JUCEMG) e no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Principais resultados: A primeira hipótese, que afirma que as empresas de SICs têm porcentagem maior de pessoas empregadas com nível de educação superior em relação a empresas de STSs, não foi rejeitada pela pesquisa. A segunda hipótese, que afirma que as empresas de SICs têm uma longevidade maior do que empresas de STSs, foi rejeitada pela pesquisa.

Contribuições teóricas/metodológicas: Estudos anteriores alegaram que os SICs são fontes importantes de inovação, porém não foram encontrados estudos que analisassem e comparassem a longevidade das MPEs de SICs e STSs. Os estudos anteriores também não apresentavam uma classificação uniforme sobre os SICs. No presente estudo, foi realizada a análise da longevidade dos SICs e elaborada uma consolidação das definições dos SICs associando-as com a Classificação Nacional de Atividades Econômicas do IBGE. Tal associação pode ser aplicada em outras pesquisas.

Relevância/originalidade: As MPEs são reconhecidas por possuírem grande importância social e econômica, principalmente pela geração de empregos. E os SICs são reconhecidos pela geração de inovação para outras empresas, elemento esse que pode ser decisivo para a competitividade. Portanto, o estudo das MPEs de setores SICs tem relevante importância econômica.

Palavras-chave


Serviços Intensivos em Conhecimento; Micro e Pequenas Empresas; Longevidade

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DOI: http://dx.doi.org/10.14211/regepe.v8i3.1021

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