Proteção da propriedade intelectual por empresas incubadas: a utilização de métodos formais e não-formais

Luciano Benvenuti Roncalio, Fernando Richartz

Resumo


Objetivo do estudo: O objetivo deste estudo foi verificar e caracterizar a utilização de métodos formais e não-formais de proteção da propriedade intelectual por empresas incubadas que atuam no setor de saúde. Metodologia/abordagem: O estudo compõe-se de uma pesquisa bibliográfica, uma pesquisa com fontes primárias e estudo comparativo da interação das organizações com o ambiente. As informações primárias das empresas incubadas foram obtidas por meio de entrevistas presenciais em pesquisa de campo realizada na incubadora CELTA, em Florianópolis/SC, Brasil. Principais resultados: Foi observado intenso uso de métodos não-formais pelas empresas estudadas. As práticas adotadas pelas empresas nos métodos não-formais foram adequadamente previstas pela literatura. Também foi identificado que a regularidade em certificações junto à ANVISA constitui-se em um importante ativo complementar de apropriação da propriedade intelectual (TEECE, 1986) para as empresas estudadas. Contribuições teóricas / metodológicas: Identificação da utilização de métodos não-formais pelas empresas e sua composição de uso com métodos formais, o que contribui para o avanço da literatura e para a prática empresarial. Relevância/originalidade: O estudo colocou ênfase na investigação acerca do uso de métodos não-formais para proteção da propriedade intelectual por empresas incubadas, tema pouco explorado na literatura. Contribuição social e prática: Destaca-se que a utilização de métodos não-formais é de especial interesse para pequenas e médias empresas porque sua implementação está sob controle da empresa e, também, porque contornam os prazos e custos incorridos nos registros formais. Recomenda-se ampliar a compreensão do papel dos ativos complementares (TEECE, 1986) para as empresas de base tecnológica. Palavras-chave: Propriedade intelectual. Métodos não-formais. Empresa de base tecnológica. Incubadora. Startup.


Palavras-chave


Propriedade intelectual; Incubadora; Empresa de base tecnológica; Gestão da inovação; Métodos não-formais; Startup; Apropriação de valor; Ativos complementares

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DOI: http://dx.doi.org/10.14211/regepe.e1733

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